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#Caparaó: a gênese da guerrilha no Brasil.

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Escrito por Samuel de Jesus: 15.06.2014 Introdução A decisão da direção do Partido Comunista Brasileiro pela via armada teve seus próceres ou uma primeira grande experiência em Caparaó no ano de 1966, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo. Sucederam-na guerrilhas do Vale do Ribeira-SP, liderada por Carlos Lamarca e a guerrilha icônica de Araguaia-PA ou até mesmo a guerrilha urbana de Carlos Marighela, inimigo número um da Ditadura. Em tempos de Comissão da Verdade algumas certezas, muito embora o movimento guerrilheiro tenha sofrido uma derrota militar, obteve vitória política, afinal, pesam sobre a Nova República os corpos insepultos e perguntas perturbadoras. Sobretudo, as Forças Armadas Brasileiras ainda são vistas com grandes desconfianças por amplos setores da sociedade civil, principalmente o setor jornalístico.  Em 2014 as investigações da Comissão da Verdade confirmam que o ex-deputado Rubens Paiva, assim como Edgar Stuart Angel (filho da estilista Zuzu An...

O Caso Eletronuclear: corrupção ou ameaça externa ao Setor Estratégico Nacional?

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Escrito por Samuel de Jesus Outubro de 2015. A prisão do Vice-Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva durante a 16ª fase da Operação Lava-Jato, a “Radioatividade” poderá oferecer um indício sobre as relações entre alguns militares e empresários envolvidos em projetos estratégicos para o Brasil, como é o caso da ELETROBRÁS-ELETRONUCLEAR. É a primeira vez que se tem notícia da suspeita do envolvimento de um militar de alta patente em um esquema de corrupção envolvendo o setor estratégico para o Brasil. A Eletrobrás Eletronuclear foi criada em 1997. Subsidiária da Eletrobrás é uma empresa de economia mista. A ELETROBRÁS responde pela geração de aproximadamente 3% da energia elétrica consumida no Brasil. Corresponde, por exemplo, a mais de 30% da eletricidade consumida no Estado do Rio de Janeiro. A previsão é de ampliação com a conclusão de Angra 3, terceira usina da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto - CNAAA. (site ELETROBRÁS-ELETRONUCLEAR, Disponível em: http://www.eletronuc...

Apontamentos sobre o livro: "O Estado Militar na América #Latina": as elites entre Allende e Dilma.

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Segundo Rouquié (1984) podemos observar na História do Brasil Republicano a presença de um Poder Militar Moderador, ou seja, um poder que segundo os militares brasileiros conservaria a “ordem” e garantiria o “progresso”. Esse Poder Moderador Militar pode ser constatado nas seis intervenções militares que corresponde aos anos de 1937, 1945, 1954, 1955, 1961 e 1964. Dessas, três resultaram em tomada do poder (1937, 1945 e 1964). Este fato indica um sistema civil com fortes componentes marciais, possibilitada pela atitude de partidos e forças políticas civis que prolongam suas ações junto aos exércitos, quase de forma institucionalizada, ou seja, recorrem às forças armadas para a manutenção do Status Quo.  Foi o caso da UDN, que era chamada frequentemente de UDN militar e que teve um papel decisivo na pressão política que levou ao suicídio de Vargas e ao Golpe Civil e Militar de 1964. A essa lógica Rouquié (1984) denominou lógica pretoriana que é a obtenção de apoio militar por p...

#A Revolução dos Cravos, Syriza, a Troika e a Ruptura da Democracia Européia (2011-2014)

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Para Bobbio (1998, p. 319) a democracia clássica é definida como  Governo do povo, de todos os cidadãos, ou seja, de todos aqueles que gozam dos direitos de cidadania, se distingue da monarquia, como Governo de um só, e da aristocracia, como Governo de poucos . Se a democracia é o governo de todos os cidadãos, imaginamos que todos eles devem opinar e decidir conjuntamente seu destino, mas não é o que parece estar ocorrendo entre os países da Zona do Euro. Nosso intuito neste artigo é verificar a ocorrência de um intervalo democrático na Europa nos anos que se referem à crise econômica mundial (2011-2015). Para tanto analisamos brevemente o caso de dois países, Portugal e Grécia, países periféricos da Zona do Euro. O aprofundamento da crise fez com que os governos de Portugal e Grécia recorressem à ajuda financeira do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional (troika), em contrapartida estas instituições impuseram medidas que representaram um arrocho social sem...